{"id":83,"date":"2013-06-26T21:28:06","date_gmt":"2013-06-27T00:28:06","guid":{"rendered":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/?p=83"},"modified":"2013-06-27T20:52:14","modified_gmt":"2013-06-27T23:52:14","slug":"vinil-e-como-cerveja-so-traz-boas-recordacoes-ja-mp3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/vinil-e-como-cerveja-so-traz-boas-recordacoes-ja-mp3\/","title":{"rendered":"Vinil \u00e9 como cerveja, s\u00f3 traz boas recorda\u00e7\u00f5es, j\u00e1 mp3&#8230;."},"content":{"rendered":"<p>Acredito que n\u00e3o h\u00e1 como deixar de gostar do som de um bom vinil. N\u00e3o consigo simplesmente parar de ouvir discos. Vinil n\u00e3o \u00e9 apenas nost\u00e1lgico, talvez seja realmente uma arte. A arte de degustar um bom vinil.<\/p>\n<p>Tenho 35 anos e fui a ultima gera\u00e7\u00e3o que teve o privil\u00e9gio de curtir m\u00fasica em vinil. Quando comecei a comprar discos, por volta do ano de 1993, \u00a0antes disso eu s\u00f3 tinha fitinhas K-7 gravadas. \u00a0Nesse per\u00edodo eu j\u00e1 conhecia algumas pessoas que iniciaram o processo de atualiza\u00e7\u00e3o, ou seja, se desfizeram de seus discos para comprar CD&#8217;s. Infelizmente tamb\u00e9m trilhei esse caminho. Cheguei a ter cerca de 500 discos, e hoje tenho pouco mais de 120.<\/p>\n<p>Em meados da d\u00e9cada de 90 comecei a trocar meus LP&#8217;s por CD&#8217;s. \u00a0Arrependo-me amargamente de ter feito isso. \u00a0E quando chegou a onda do MP3, n\u00e3o repeti os erros do passado. \u00a0N\u00e3o pensei em nenhum momento em substituir minha cole\u00e7\u00e3o de CD&#8217;s por MP3. \u00a0Que sorte!<\/p>\n<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-83 gallery-columns-2 gallery-size-thumbnail'><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco04.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco04-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco01.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco01-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco03.jpg'><img decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco03-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco02.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco02-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco05.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco05-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure><figure class='gallery-item'>\n\t\t\t<div class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco06.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/disco06-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/div><\/figure>\n\t\t<\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>M\u00fasica \u00e9 algo fabuloso e vamos pensar friamente: &#8211; Quem tem boas hist\u00f3rias para contar com MP3? \u00a0Cada disco que tenho me traz uma recorda\u00e7\u00e3o, seja ela da minha adolesc\u00eancia\u00a0ou da transi\u00e7\u00e3o para a fase adulta.<\/p>\n<p>Lembro-me de cada hist\u00f3ria ou fato interessante e qual disco eu estava ouvindo. \u00c9 poss\u00edvel colocar de outra forma: Cada disco que pego, me traz uma recorda\u00e7\u00e3o ou aflora na mem\u00f3ria um fato marcante. \u00a0Consigo lembrar das conversas com amigos nas tardes de s\u00e1bado ou domingo. \u00a0Consigo lembrar para quem emprestei determinado disco e a rea\u00e7\u00e3o da pessoa ao ouvir o material.<\/p>\n<p>Certa vez eu tinha comprado uma vers\u00e3o japonesa do \u00e1lbum High Live do Helloween, foi assim que o CD saiu. \u00a0Um amigo ficou maluco pelo disco, e eu n\u00e3o tinha achado isso tudo. \u00a0E como foi caro para caramba, \u00a0ent\u00e3o negociamos o CD. Em troca do CD ele me deu mais de dez discos, consigo lembrar de alguns:<\/p>\n<p>&#8211; Accept &#8211; Restless &amp; Wild;<\/p>\n<p>&#8211; Slayer &#8211; Decade of Aggression<\/p>\n<p>&#8211; Kreator &#8211; Extreme Aggression<\/p>\n<p>&#8211; Alguns Iron Maiden<\/p>\n<p>Entre outros que n\u00e3o me recordo, isso tem mais de dez anos!<\/p>\n<p>Agora pergunto: &#8211; Quais s\u00e3o as hist\u00f3rias que voc\u00ea conta baixando MP3? Nenhuma \u00a0n\u00e9? \u00a0Todas elas come\u00e7am com voc\u00ea na frente do computador e mais nada! \u00a0N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa! \u00a0Baixar MP3 n\u00e3o tem o mesmo caminho trilhado como quem garimpa um LP. \u00a0Vai at\u00e9 a loja, escutou na casa de um amigo. Comprou o LP, atravessou a cidade at\u00e9 chegar em casa e botou a bolachona pra rolar.<\/p>\n<p>Consigo lembrar perfeitamente dos primeiros discos que comprei. \u00a0Foram tr\u00eas: Angra &#8211; Angels Cry, Black Sabbath &#8211; Paranoid e Sabbath Bloody Sabbath. \u00a0Estava com meu pai em um loja na cidade de Volta Redonda, no interior do estado do Rio de Janeiro. \u00a0S\u00f3 n\u00e3o lembro o motivo de estar na cidade, \u00a0mas enfim. \u00a0Fomos passear no shopping e me deparei com uma loja imensa de discos. E logo de cara vi essas tr\u00eas p\u00e9rolas. \u00a0Na mesma hora dei uma implorada para o eu velho, que comprou.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje tenho meu primeiro toca-discos. Ganhei quando tinha 15 anos. Um Sony b\u00e1sic\u00e3o, mas que funciona perfeitamente desde 1993.<\/p>\n<p>Acho que dedicarei uma se\u00e7\u00e3o aqui do blog s\u00f3 para resenhar meus LP&#8217;s, ilustrarei com fotos e relatos interessante. Um resenha por semana est\u00e1 de bom tamanho. \u00a0Gostaria de escrever mais sobre vinil, mas a falta de tempo amarga a vontade.<\/p>\n<p>Enquanto escrevia esse posto lembrei de v\u00e1rias hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>Bem, quem sabe mais para frente!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acredito que n\u00e3o h\u00e1 como deixar de gostar do som de um bom vinil. N\u00e3o consigo simplesmente parar de ouvir discos. Vinil n\u00e3o \u00e9 apenas nost\u00e1lgico, talvez seja realmente uma arte. A arte de degustar um bom vinil. Tenho 35 anos e fui a ultima gera\u00e7\u00e3o que teve o privil\u00e9gio de curtir m\u00fasica em vinil. 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