{"id":472,"date":"2017-07-03T14:46:38","date_gmt":"2017-07-03T17:46:38","guid":{"rendered":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/?p=472"},"modified":"2023-10-05T11:53:09","modified_gmt":"2023-10-05T14:53:09","slug":"miopia-em-marketing-theodore-levitt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/miopia-em-marketing-theodore-levitt\/","title":{"rendered":"Miopia em Marketing &#8211; Theodore Levitt"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"472\" class=\"elementor elementor-472\" data-elementor-settings=\"{&quot;element_pack_global_tooltip_width&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:&quot;&quot;,&quot;sizes&quot;:[]},&quot;element_pack_global_tooltip_width_tablet&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:&quot;&quot;,&quot;sizes&quot;:[]},&quot;element_pack_global_tooltip_width_mobile&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;size&quot;:&quot;&quot;,&quot;sizes&quot;:[]},&quot;element_pack_global_tooltip_padding&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;top&quot;:&quot;&quot;,&quot;right&quot;:&quot;&quot;,&quot;bottom&quot;:&quot;&quot;,&quot;left&quot;:&quot;&quot;,&quot;isLinked&quot;:true},&quot;element_pack_global_tooltip_padding_tablet&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;top&quot;:&quot;&quot;,&quot;right&quot;:&quot;&quot;,&quot;bottom&quot;:&quot;&quot;,&quot;left&quot;:&quot;&quot;,&quot;isLinked&quot;:true},&quot;element_pack_global_tooltip_padding_mobile&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;top&quot;:&quot;&quot;,&quot;right&quot;:&quot;&quot;,&quot;bottom&quot;:&quot;&quot;,&quot;left&quot;:&quot;&quot;,&quot;isLinked&quot;:true},&quot;element_pack_global_tooltip_border_radius&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;top&quot;:&quot;&quot;,&quot;right&quot;:&quot;&quot;,&quot;bottom&quot;:&quot;&quot;,&quot;left&quot;:&quot;&quot;,&quot;isLinked&quot;:true},&quot;element_pack_global_tooltip_border_radius_tablet&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;top&quot;:&quot;&quot;,&quot;right&quot;:&quot;&quot;,&quot;bottom&quot;:&quot;&quot;,&quot;left&quot;:&quot;&quot;,&quot;isLinked&quot;:true},&quot;element_pack_global_tooltip_border_radius_mobile&quot;:{&quot;unit&quot;:&quot;px&quot;,&quot;top&quot;:&quot;&quot;,&quot;right&quot;:&quot;&quot;,&quot;bottom&quot;:&quot;&quot;,&quot;left&quot;:&quot;&quot;,&quot;isLinked&quot;:true}}\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-8a6ed48 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"8a6ed48\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0b6e096\" data-id=\"0b6e096\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e24a692 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e24a692\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<h2>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00c9 incr\u00edvel como um texto escrito na d\u00e9cada de 60 continua t\u00e3o atual quase sessenta anos depois. No artigo Miopia em Marketing, o autor Theodore Levitt tem como ideia central do seu trabalho mostrar ao leitor os perigos que grandes empresas correm ao focar suas energias e a cultura organizacional de suas empresas somente ao produto que fabricam. Com isso deixam de lado vari\u00e1veis importantes como o mercado \u00e0 sua volta e as necessidades de seus clientes.<\/p>\n<p>Permeando por diversas cadeiras do conhecimento como administra\u00e7\u00e3o, marketing, economia e vendas, Theodore Levitt deixa claro o quanto \u00e9 importante para as empresas abstra\u00edrem de seu objeto principal ou produto principal e buscar enxergar o mundo \u00e0 sua volta. Versando sempre com as necessidades dos seus clientes e toda a cadeia de produ\u00e7\u00f5es, novas tecnologias, abastecimento e concorr\u00eancia direta ou indireta.<\/p>\n<p>No artigo o autor desenvolve os seus argumentos com base em mercados que s\u00e3o s\u00f3lidos como o petr\u00f3leo ou j\u00e1 foram s\u00f3lidos comercialmente como o transporte ferrovi\u00e1rio. Por\u00e9m, mesmo quase 60 anos depois, ainda temos exemplos contundentes de empresas que perderam suas posi\u00e7\u00f5es no mercado por n\u00e3o atentarem \u00e0s necessidades de seus clientes e focaram apenas em suas linhas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O autor tamb\u00e9m mostra o quanto o marketing pode ir al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o de vendas, pode trabalhar de uma forma mais abrangente, que com pesquisas de mercado avan\u00e7adas e t\u00e9cnicas elaboradas de campo, as empresas podem conhecer melhor os seus clientes do ponto de vista das necessidades deles que poder\u00e3o ser atendidas por suas empresas, e n\u00e3o apenas encontrar melhores formas de vender mais produtos.<\/p>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-5019837300134745\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-5019837300134745\"\n     data-ad-slot=\"6559640501\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<h2>A ilus\u00e3o do petr\u00f3leo<\/h2>\n<p>Um exemplo usado como carro chefe do artigo de Levitt \u00e9 a ind\u00fastria petrol\u00edfera e a sua menina dos olhos: a gasolina. Como uma das maiores e mais lucrativas commodities do mundo, os empres\u00e1rios do ramo petrol\u00edfero pouco investem em fontes renov\u00e1veis de energia e tamb\u00e9m n\u00e3o buscam nas necessidades de seus clientes, um gatilho para impulsionar o desenvolvimento do setor, fora da cadeia habitual de produ\u00e7\u00e3o da gasolina e derivados.<\/p>\n<h2>O ciclo auto-ilus\u00f3rio<\/h2>\n<p>Levitt afirma que o principal fator para a queda de muitas ind\u00fastrias dentro de um determinado setor \u00e9 um comportamento que ele intitula como ciclo auto-ilus\u00f3rio. Esse ciclo \u00e9 marcado por quatro est\u00e1gios:<\/p>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-5019837300134745\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-5019837300134745\"\n     data-ad-slot=\"6559640501\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<h2>Est\u00e1gio 1: Expans\u00e3o populacional<\/h2>\n<p>O autor afirma que as empresas acreditam que quanto maior for a expans\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de centros urbanos, maior ser\u00e1 a busca por seu produto.<\/p>\n\n<h2>Est\u00e1gio 2: Produto insubstitu\u00edvel<\/h2>\n<p>As empresas que det\u00e9m o monop\u00f3lio de um determinado produto acreditam que nada pode substituir sua tecnologia ou suprir as necessidades de seus clientes. Com uma vis\u00e3o limitada e pouco expansionista, algumas empresas perdem mercado justamente por n\u00e3o preverem as car\u00eancias de seus clientes em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de seus produtos ou melhorias. Apenas enxergam seus clientes como zumbis e dependentes dos produtos que fabricam.<\/p>\n<h2>Est\u00e1gio 3: Produ\u00e7\u00e3o em massa<\/h2>\n<p>Se somarmos os dois primeiros est\u00e1gios fica claro que o setor industrial quer apenas produzir cada vez mais seus itens de consumo e despejar toneladas deles no mercado. Tendo apenas como estrat\u00e9gia o mix de marketing: produto, pre\u00e7o, pra\u00e7a e promo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Est\u00e1gio 4: Redu\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Ainda permeando sob o olhar cartesiano dos setores de commodities, principalmente, o autor observa que as empresa, quando pensam em investimento em tecnologia e processos, visam apenas a melhoria e diminui\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o. O setor industrial acredita que com a redu\u00e7\u00e3o do custo unit\u00e1rio de seu produto devido a produ\u00e7\u00e3o em massa e aperfei\u00e7oamento tecnol\u00f3gico, vender\u00e1 mais e o lucro ser\u00e1 inevit\u00e1vel. Deixando assim, mais uma vez, de lado vari\u00e1veis importantes como:<\/p>\n<ul>\n<li>Necessidades do cliente;<\/li>\n<li>At\u00e9 que ponto esse produto atende ao cliente;<\/li>\n<li>Melhorias com foco no cliente.<\/li>\n<\/ul>\n\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-5019837300134745\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-5019837300134745\"\n     data-ad-slot=\"6559640501\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n\n<h2>Miopia em Marketing na atualidade<\/h2>\n<p>Mesmo com todo o potencial vision\u00e1rio do artigo de Theodore Levitt, ainda assim \u00e9 poss\u00edvel perceber cases de empresas que sa\u00edram do mercado por n\u00e3o focarem nas necessidades de seus clientes e apontar suas engrenagens apenas para as suas cadeias de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre diversos casos como as empresas de m\u00e1quinas de escrever que perderam espa\u00e7o para os computadores, todas tiveram oportunidade para pensar no cliente final e nas suas necessidades ou tentarem se reinventar no meio do caos da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica exponencial dos \u00faltimos 30 anos.<\/p>\n<p>Os casos da KODAK e Mesbla s\u00e3o bem elucidativos para ilustrar esse cap\u00edtulo e provar que o artigo de Levitt se mant\u00e9m atual.<\/p>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-5019837300134745\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-5019837300134745\"\n     data-ad-slot=\"6559640501\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<h2>Caso KODAK<\/h2>\n<p>Durante um s\u00e9culo a Kodak era A fotografia. A tecnologia. A inova\u00e7\u00e3o. A empresa tinha tudo o que precisava para ter sucesso: nome, tecnologia e recursos. No auge do sucesso, a Kodak detinha 90% do mercado de filmes dos EUA, se tornando uma das marcas mais valiosas do mundo. Por\u00e9m, em uma d\u00e9cada a marca global foi dizimada.<\/p>\n<p>A principal estrat\u00e9gia da Kodak era vender filmes de alta qualidade. A empresa desenvolvia c\u00e2meras de baixo custo estrategicamente, pois o grande objetivo era facilitar a venda dos filmes. A Kodak achava que a nova tecnologia digital iria canibalizar seu neg\u00f3cio de filmes &#8211; e de fato iria. A Sony e a Canon enxergaram essa brecha e seguiram em frente com as c\u00e2meras digitais. Em 1981, a Sony lan\u00e7ou uma c\u00e2mera digital que dispensava o uso de filmes.<\/p>\n<p>In\u00fameras empresas de sucesso podem se tornar m\u00edopes e acabam produzindo &#8220;orientadas&#8221; em vez de focar nas necessidades dos consumidores. A falha da Kodak tem suas ra\u00edzes no seu sucesso, que acabou tornando-a resistente a mudan\u00e7a. A cultura corporativa acreditava que a for\u00e7a da Kodak estava em sua marca e em seu marketing, subestimando assim, a amea\u00e7a da era digital. A Kodak n\u00e3o falhou por ter perdido a era digital. Na verdade, a Kodak foi a pioneira na inven\u00e7\u00e3o da primeira c\u00e2mera digital em 1975. Entretanto, a inv\u00e9s de propagar e investir na nova tecnologia, a empresa preferiu se conter por medo de atrapalhar seu grande neg\u00f3cio lucrativo: a venda de filmes.<\/p>\n<p>Muitas organiza\u00e7\u00f5es sofrem com o medo de canibaliza\u00e7\u00e3o das vendas de seus produtos ao se depararem com uma nova tecnologia disruptiva. Infelizmente, a empresa teve a vis\u00e3o m\u00edope de que seu neg\u00f3cio era na ind\u00fastria de filmes ao inv\u00e9s da era digital, ela acreditava que poderia proteger a sua quota maci\u00e7a de mercado com o seu marketing. Acontece que ao se tratar de tecnologias disruptivas, como as c\u00e2meras digitais, a vantagem \u00e9 sempre do pioneiro, distanciando ainda mais os concorrentes. O desenvolvimento de novos produtos \u00e9 quase sempre a chave para o sucesso. Quando a Kodak percebeu a sua falha, j\u00e1 era tarde demais.<\/p>\n\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-5019837300134745\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-5019837300134745\"\n     data-ad-slot=\"6559640501\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<h2>Caso Mesbla<\/h2>\n<p>A empresa Mesbla S.A foi uma rede nacional que teve destaque ramo de departamentos, foi fundada em 1912 sendo uma filial brasileira da grande rede Etablissements Mestre e Blatg\u00e9, uma empresa francesa. Em seus primeiros anos, atuava no mercado varejista de pe\u00e7as e acess\u00f3rios para autom\u00f3veis, al\u00e9m de em pouco tempo passar a comercializar ferramentas. Ao longo de 40 anos de atividade a empresa adquiriu espa\u00e7o no mercado de seu ramo e teve condi\u00e7\u00f5es de expandir sua atua\u00e7\u00e3o a n\u00edvel nacional, at\u00e9 que em 1952, a empresa tomou a decis\u00e3o de expandir seu mercado de atua\u00e7\u00e3o, portanto abriu sua primeira loja de departamentos, que foi inaugurada no centro de sua cidade natal, Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi extremamente assertiva, j\u00e1 que o mercado brasileiro era carente de grandes centros de com\u00e9rcio. Devido a grande quantidade de produtos variados vendidos nestas lojas, a rede Mesbla dominava o p\u00fablico brasileiro, j\u00e1 que tinha capacidade de atender uma ampla gama de necessidades. Com o tempo a empresa conseguiu ser refer\u00eancia no com\u00e9rcio varejista n\u00e3o alimentar. Com 140 pontos de vendas espalhados em todo territ\u00f3rio nacional, em 1980 a mat\u00e9ria &#8220;Maiores e Melhores&#8221; feita pela revista Exame classificou a empresa como, a n\u00famero um do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Estas lojas comercializavam desde sapatos, perfumes e joias, a grandes eletrodom\u00e9sticos ou at\u00e9 mesmo autom\u00f3veis. O grupo Mesbla era formado pelas empresas Mesbla Holding S.A, Mesbla M\u00f3veis S.A, Mesbla Autom\u00f3veis S.A, Presta Administradora de Cart\u00f5es de Cr\u00e9dito S.A, Brazfabril S.A ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, Mesbla Financiadora S.A, Mesbla Com\u00e9rcio Internacional e a Mesbla Seguradora S.A, por fim, tamb\u00e9m detinha mais de 30% do capital da empresa Makro Atacadista S.A. Com tantas empresas ligadas ao grupo atuando dentro das mesmas lojas que ocupavam \u00e1reas a partir de mil metros quadrados e que ao todo tinham capacidade de empregar mais de 28 mil funcion\u00e1rios, eram necess\u00e1rios mais de 40 diretores para gerir o neg\u00f3cio, claramente este fato gerava uma grande diverg\u00eancia de opini\u00f5es a respeito da administra\u00e7\u00e3o do grupo, fazendo com que a tomada de decis\u00f5es fosse lenta.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o a partir da d\u00e9cada de 90 a empresa iniciou uma queda r\u00e1pida de participa\u00e7\u00e3o de mercado pelo fato de n\u00e3o ter previsto uma mudan\u00e7a no cen\u00e1rio brasileiro. Com a expans\u00e3o dos grandes centros urbanos os bairros resid\u00eancias passaram a ser mais distantes dos centros de suas cidades, fazendo com que o p\u00fablico da rede ficasse distante, o que abriu espa\u00e7o para que outras empresas inaugurassem suas lojas em locais mais pr\u00f3ximos de seu mercado alvo. Empresas grandes como C&amp;A, Walmart e Extra, passaram a atrair a aten\u00e7\u00e3o dos compradores dos produtos Mesbla, curiosos com as novas possibilidades estrangeiras no pa\u00eds. Outra parte do p\u00fablico passou a frequentar empresas como, Ponto Frio e Casas Bahia, por serem empresas que tem capacidade de atender necessidades espec\u00edficas, no mercado de eletrodom\u00e9sticos. Portanto o fato de a empresa n\u00e3o ter percebido, ou n\u00e3o ter aceitado que a tend\u00eancia do varejo nacional seria de focar em mercados de produtos espec\u00edficos, n\u00e3o tendo uma oferta t\u00e3o ampla como era a praticada pela Mesbla, a tomada de decis\u00f5es lentas fez com que a empresa mantivesse sua forma de atua\u00e7\u00e3o, por\u00e9m sem realizar vendas suficientes, rapidamente a rede entrou em d\u00edvidas impag\u00e1veis para seus fornecedores. Por fim, ao tentar alavancar vendas atrav\u00e9s da concess\u00e3o de cr\u00e9ditos, uma atitude que era incompat\u00edvel com a situa\u00e7\u00e3o da empresa, j\u00e1 que a Mesbla estava sem caixa, acelerou o aumento da d\u00edvida da empresa, colaborando para que em 1995 a concordata fosse anunciada.<\/p>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-5019837300134745\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-5019837300134745\"\n     data-ad-slot=\"6559640501\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<p>Este foi um claro caso onde a miopia em marketing da empresa foi fulminante, trabalhando com um estoque gigantesco e diversificado, o grupo sem realizar vendas em pouco tempo ficaria sem caixa e assim sem condi\u00e7\u00f5es de pagar suas duplicatas, para complicar ainda mais, o contexto do caso era de uma infla\u00e7\u00e3o crescente e taxas de juros em n\u00edveis extremante altos. O mercado deu sinais da mudan\u00e7a de tend\u00eancia no varejo nacional, \u00e0 chegada de grandes empresas focadas em comercializar produtos de melhor qualidade e que atendessem necessidades espec\u00edficas, al\u00e9m do distanciamento do p\u00fablico alvo da rede, devido ao crescimento demogr\u00e1fico do Brasil, avisou que o grupo Mesbla estava prestes a perder suas maiores diretrizes, a refer\u00eancia de varejo e a praticidade. Sem realizar mudan\u00e7as, rapidamente a empresa perdeu vendas, ao ponto de n\u00e3o conseguir mais se pagar e assim, consequentemente, teve que sair do mercado.<\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>A literatura de marketing e administra\u00e7\u00e3o de empresa parece cada vez mais recheadas de cases que ilustram muito bem a miopia de marketing apontada por Theodore Levitt. Ainda assim o mercado parece n\u00e3o se movimentar al\u00e9m das suas estrat\u00e9gias de vendas. O cliente ainda est\u00e1 relegado a um plano de consumidor-zumbi, ou seja, a \u00fanica necessidade que precisa ser atendida \u00e9 a do consumo prim\u00e1rio do que \u00e9 produzido.<\/p>\n<p>Enquanto essa cultura n\u00e3o for mudada nas organiza\u00e7\u00f5es, a tend\u00eancia \u00e9 que o mercado deixe de ter empresas centen\u00e1rias e donas de monop\u00f3lios, e passe a perder seus clientes para startups e novos modelos de neg\u00f3cios, como a economia colaborativa. Onde a necessidade das pessoas por transporte, hospedagem e cultura toma o lugar de grandes monop\u00f3lios. Como o caso da UBER que trava uma briga gigante com os taxistas em todo o mundo. O AirBnB e a Booking entram na briga oferecendo hospedagem e experiencias de vivencia, que os hot\u00e9is ainda n\u00e3o conseguiram despertar em seus clientes.<\/p>\n\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-5019837300134745\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-5019837300134745\"\n     data-ad-slot=\"6559640501\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n<h2>Refer\u00eancias<\/h2>\n<p><strong>Resenha do texto &#8220;Miopia em Marketing&#8221;, de Theodore Levitt<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.administradores.com.br\/artigos\/marketing\/resenha-do-texto-miopia-em-marketing-de-theodore-levitt\/44098\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.administradores.com.br\/artigos\/marketing\/resenha-do-texto-miopia-em-marketing-de-theodore-levitt\/44098\/<\/a><\/p>\n<p>Acessado em: 06\/07\/2017<\/p>\n<p><strong>Casos de Miopia em Marketing na Atualidade<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Miopia_em_marketing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Miopia_em_marketing<\/a><\/p>\n<p>Acessado em: 06\/07\/2017<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o \u00c9 incr\u00edvel como um texto escrito na d\u00e9cada de 60 continua t\u00e3o atual quase sessenta anos depois. No artigo Miopia em Marketing, o autor Theodore Levitt tem como ideia central do seu trabalho mostrar ao leitor os perigos que grandes empresas correm ao focar suas energias e a cultura organizacional de suas empresas somente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":473,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[470],"tags":[490,491],"class_list":["post-472","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-marketing","tag-miopia-em-marketing","tag-theodore-levitt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=472"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":909,"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/472\/revisions\/909"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/473"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=472"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=472"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/filipesouza.com.br\/palavrascomunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=472"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}